Pelo voto, a mudança que queremos
Urna eletrônica Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE

Pelo voto, a mudança que queremos

O ano de 2020 é um divisor de águas. A pandemia de Covid-19 que assola o mundo está provocando profundas mudanças sociais, econômicas e tecnológicas. Enquanto especialistas de todas as áreas, da científica à econômica, buscam identificar e traçar cenários para o pós-pandemia, a humanidade tenta adaptar-se às mudanças que se impõem.

Desde os tempos mais antigos, o comércio ajuda a escrever a História, influenciando os seus rumos. O comércio gera milhões de empregos diretos e indiretos, impulsiona a política e a economia, refletindo culturas, costumes e hábitos de nações e de indivíduos. Nesse contexto, não é exagero afirmar que, mais do que nunca, o comércio tem evidenciado a sua importância, exercendo um papel fundamental nesta nova etapa da História dos povos. Portanto, qualquer plano para recuperar a economia e fomentar um novo ciclo de desenvolvimento, deve contemplar, obrigatoriamente, o fortalecimento do comércio.

Em todo o mundo, a pandemia de Covid-19 atingiu em cheio o comércio de varejo. As medidas de isolamento para conter o contágio tiveram como efeito colateral danos sociais e econômicos irreparáveis. Apesar da retomada das atividades comerciais, a situação tende a agravar-se, caso não haja firme disposição dos governos em dialogar com as entidades representativas do comércio, visando à implementação de políticas públicas que realmente promovam as condições necessárias à revitalização do setor.

Entre outras questões vitais, temos alertado sobre a dificuldade de acesso às linhas de crédito disponibilizadas pelo governo, das micros e pequenas empresas principalmente, empregando todos os esforços para mobilizar agentes públicos e do sistema bancário pela desburocratização e pela agilidade dos processos. É urgente que entendam que sem proteger e incentivar o desenvolvimento das micros e pequenas empresas varejistas – que são a imensa maioria do setor – milhares de negócios simplesmente deixarão de exisitir. Seguimos, também, lutando pela reforma tributária que atenda aos anseios tanto do setor produtivo como da população brasileira.

No Rio de Janeiro, além da crise causada pela pandemia de Covid-19, o comércio enfrenta dificuldades que vêm de muito antes e refletem a falta de serviços públicos essenciais de qualidade, tanto no âmbito estadual como no municipal, em áreas como Segurança, Transporte, Educação, Saúde, Ordem Urbana e Assistência Social. Sofre a população e sofre o comércio, que fecha portas e demite, em vez de ser a grande força de alavancagem da economia do estado e da capital. Faltam gestão, interlocução e transparência. Sobram problemas sem soluções. Acompanhamos, perplexos, o processo de impeachment do governador, enquanto, na capital, enfrentamos a inoperância de uma administração municipal que há quase quatro anos ignora os pleitos do comércio.

Daqui a algumas semanas, serão realizadas as eleições municipais. A escolha do novo prefeito e vereadores do Rio deve ter como prioridade nossa recuperação social e econômica e o resgate da autoestima da população da segunda maior metrópole brasileira. Chegou a hora das entidades representativas, dos empresários e de toda a cadeia de fornecedores e profissionais que compõem o comércio fazerem valer os seus votos para eleger representantes realmente comprometidos com o fortalecimento do setor, a ética e o bem comum.

Aldo Gonçalves
Presidente do SindilojasRio e do CDLRio

Publicado em 14 de outubro de 2020 no Monitor Mercantil.