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Comércio do Rio vendeu -12,5% no primeiro trimestre do ano

Nova pesquisa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), realizada com 750 estabelecimentos comerciais da cidade, mostra que no acumulado do primeiro trimestre deste ano (janeiro/março), as vendas caíram 12,5%.

Em março, as vendas do comércio lojista carioca caíram 12% em relação ao mesmo mês do ano passado, sendo o terceiro resultado negativo do ano. Em janeiro, a queda atingiu 15% e, em fevereiro, 6,5%.

Para as entidades, o resultado negativo não surpreende, pois mesmo com o processo de imunização em andamento, o contexto econômico ainda não deu mostras de melhoria.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, que juntos representam mais de 30 mil lojistas, é mais um mês e um trimestre para serem esquecidos. “O resultado continua refletindo os efeitos da pandemia, que incluem o desemprego e a queda de renda. As pessoas, principalmente as de menor poder aquisitivo, perderam o fôlego para consumir. Nem liquidações, descontos e facilidades de crédito foram capazes de estimular os consumidores para as compras”.

A pesquisa mostra que todos os setores do Ramo Mole (bens não duráveis) e do Ramo Duro (bens duráveis) apresentaram resultados negativos. Os que tiveram as maiores quedas no faturamento no Ramo Mole foram Confecções (-7,2%), Calçados (-6,5%) e Tecidos (-6,2%). E no Ramo Duro (bens duráveis) foram Óticas (-7,1%), Móveis (-6,5%), Joias (-5,2%) e Eletrodomésticos (-4,8%).

A venda a prazo com -5,8%% e a venda à vista com -5,5% foram as formas de pagamento preferidas pelos consumidores.

O faturamento das lojas conforme a localização dos estabelecimentos também foi negativo. No Ramo Mole (bens não duráveis) as lojas da Zona Norte venderam -6,2%, as do Centro -5,5% e as da Zona Sul -4,8%. No Ramo Duro (bens duráveis), as lojas do Centro, da Zona Sul e da Zona Norte venderam -7,0%, -5,5% e -4,8%, respectivamente.